Modelo AIDA: O guia completo com exemplos práticos

Atualizado em: 11/10/2025

Foto de Rodrigo Barroso
Rodrigo Barroso

Conteúdo revisado por humanos

modelo aida

já percebeu como alguns anúncios ou textos simplesmente grudam na mente e levam a gente a clicar, comprar ou se inscrever sem pensar duas vezes? Isso não acontece por acaso. Existe uma estrutura clássica que, mesmo criada lá em 1898, continua sendo usada por gigantes do marketing e da publicidade até hoje: o modelo AIDA.

A sigla AIDA significa Atenção, Interesse, Desejo e Ação. É como um mapa que guia o consumidor desde o primeiro contato com a marca até o momento da decisão de compra. Se você trabalha com marketing digital, copywriting ou vendas online, dominar o AIDA pode ser o diferencial entre uma campanha morna e uma estratégia que realmente converte.

👉 Antes de seguir, pense em quem você quer impactar. Saber quem é sua persona já é metade do caminho. Se você ainda não fez esse exercício, recomendo dar uma olhada no nosso artigo sobre como definir personas.

O que é o modelo AIDA?

O modelo AIDA foi criado por Elias St. Elmo Lewis em 1898. A ideia era simples: organizar os passos mentais que levam uma pessoa a sair do “nunca ouvi falar” para o “onde eu assino?”.

A estrutura funciona como um funil:

  1. Atenção: captar o olhar do público.
  2. Interesse: prender a atenção com relevância.
  3. Desejo: despertar vontade real de ter o produto ou serviço.
  4. Ação: incentivar o consumidor a dar o próximo passo.

Esse modelo sobreviveu mais de 120 anos porque toca em algo universal: o comportamento humano. Independentemente de ser um anúncio na TV nos anos 60 ou um post patrocinado no Instagram em 2025, nossa mente responde da mesma forma.

📚 Para um mergulho acadêmico, a American Marketing Association traz estudos interessantes sobre modelos de persuasão aplicados ao consumo.

Os 4 pilares do AIDA em detalhe

1. Atenção

Vivemos na era da disputa pelos segundos iniciais. Se você não conquista atenção, o jogo já acaba ali. Aqui entram títulos criativos, imagens chamativas, vídeos curtos ou até mesmo a cor de um botão.

Exemplo: um e-commerce de moda pode usar “🔥 Últimas unidades da coleção streetwear anos 80 – só até hoje!”.

📌 Para conteúdos de blog, investir em headlines estratégicas ajuda. Veja também nosso artigo sobre como criar conteúdo para e-commerce.

2. Interesse

Conquistar atenção é só o primeiro passo. Agora é hora de mostrar que você tem algo que vale a pena. O interesse surge quando o público percebe que sua solução pode resolver um problema real.

Isso pode ser feito com dados, storytelling ou até perguntas que geram identificação.

Exemplo: “Você sabia que 70% das pessoas abandonam o carrinho porque a página demora para carregar?”

3. Desejo

Aqui o jogo fica emocional. O público já entendeu que você pode ajudar, agora você precisa despertar aquela sensação de “eu quero isso”.

Benefícios claros, provas sociais (como depoimentos e cases) e imagens que mostram o produto em uso são fundamentais.

Exemplo: campanhas da Apple que mostram não só o iPhone, mas como ele melhora a vida das pessoas.

👉 Curtiu essa ideia? Dá uma olhada no artigo sobre Marketing de Conteúdo para redes sociais, onde mostramos como esse tipo de abordagem gera engajamento.

4. Ação

De nada adianta chamar atenção, gerar interesse e desejo se você não direciona o usuário para o próximo passo.

O CTA (call to action) deve ser claro e objetivo: comprar agora, agendar uma demonstração, assinar a newsletter.

Exemplo: botões como “Quero meu desconto” convertem muito mais do que “Enviar”.

📌 Esse ponto conecta diretamente com estratégias de funil. Nosso artigo sobre Inbound Marketing ou Outbound Marketing pode te ajudar a entender em qual cenário o AIDA se encaixa melhor.

Como aplicar o modelo AIDA no marketing digital

Em redes sociais

Um post patrocinado no Instagram pode seguir AIDA:

  • Atenção: imagem ou vídeo impactante.
  • Interesse: legenda curta que apresenta o problema.
  • Desejo: mostrar solução ou benefício.
  • Ação: CTA no final com link para compra.

Em e-mail marketing

  • Assunto: desperta atenção.
  • Primeira linha: gera interesse.
  • Corpo do texto: cria desejo com benefícios.
  • Botão: ação clara (ex: “Baixar e-book”).

Em páginas de vendas

Aqui o AIDA é praticamente um roteiro: título forte (atenção), dados ou storytelling (interesse), benefícios e provas sociais (desejo) e CTA (ação).

👉 Quer se aprofundar? Veja nosso artigo sobre como criar conteúdo para e-commerce, que mostra como aplicar essa lógica em produtos online.

Exemplos reais de aplicação do AIDA

  • Nike: usa campanhas com visual forte (atenção), storytelling de superação (interesse), desejo com estilo/qualidade e ação com CTAs como “Shop now”.
  • Coca-Cola: anúncios focados em emoção. Eles não vendem só refrigerante, vendem momentos (desejo) que levam a ação.
  • E-commerce de eletrônicos: banners com “Oferta por tempo limitado” captam atenção, especificações técnicas geram interesse, descontos despertam desejo e o botão “Comprar agora” fecha o ciclo.

📚 Fonte recomendada: Neil Patel – AIDA Marketing Model

Vantagens e limitações do modelo AIDA

Vantagens

  • Estrutura simples e fácil de aplicar.
  • Funciona em diferentes canais (blog, redes sociais, anúncios).
  • Base sólida para copywriting.

Limitações

  • Não considera a jornada pós-venda (retenção e fidelização).
  • Pode parecer linear demais, quando a jornada real do consumidor é mais complexa.
  • Necessita adaptações em mercados B2B

Conclusão

O modelo AIDA é um clássico que continua extremamente atual. Seja no copy de uma landing page, no roteiro de um anúncio ou até no título de um artigo, ele ajuda a guiar o consumidor de forma natural até a decisão de compra.

Se você ainda não usa essa estrutura nas suas estratégias, está perdendo oportunidades valiosas. Teste em suas campanhas e veja como a clareza do AIDA pode aumentar suas conversões.

👉 Quer aplicar AIDA em páginas que realmente vendem? Entre em contato com a Infoduzz e descubra como podemos transformar seu site em uma máquina de atrair e converter clientes.

Sumário